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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Delicinhas

Ontem, foi dia de conhecer o café da Desejo & Sabor, na Antônio Diederichsen.

Uma graça de lugar, com milhões de coisas maravilhosas. Sentamos exatamente nessa primeira mesa, ao lado do espaço externo.  

Minha escolha foi um bolo de cenoura com gengibre. O sabor da cenoura não aparece, tem canela demais, mas, o gengibre é em pedaço, o que faz a coisa diferente, pelo menos.

Fim de semana de cinema? Talvez.

O fato é que acabo ficando com uma preguiça histórica de sair de casa. Morar "longe" só reforça.

Enfim...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Caras"

Ontem foi dia de "programa cultural": pré-estréia de "Meu país", de André Ristum.

Ricos e bem nascidos reunidos. Pessoas do métier. Imprensa em peso. E os avulsos que têm amigos bacanas, categoria em que me incluo.

Acompanhei isso tudo com curiosidade de observador: pra mim, que gosto de gente, é um banquete.

A pergunta que não quer calar é: pra que tantos seguranças pro Rodrigo Santoro? Fiquei olhando pra ele - todo o tempo gentil e sorridente - e pensando na capacidade para administrar esse lado do trabalho artístico, a fama. É um outro talento.

"Meu país"? Razoável. Quando, no entanto, penso em "Um conto chinês", fico me perguntando porque a gente não faz um filme como aquele: simples, enxuto e bom.
A turma que trabalha no Shopping, excluída da festa.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Possibilidades

"A gente se acostuma com os cantos por onde anda e com as pessoas com quem convive, com nossas condições de vida e valores. A gente se acostuma com os próprios costumes e vai cultivando, assim, uma espécie de cegueira. Não vê que a vida é múltipla, irregular, e que os homens são criaturas que protagonizam novidades infinitas."

Isso está na coluna de Dulce Critelli, na Folha Equilíbrio de hoje.

Gostei muito da frase, exatamente porque gosto da variedade da vida. Por isso gosto de feira, de andar a pé pela cidade, de ir ao Centro no sábado pela manhã: todas aquelas pessoas e suas cores, escolhas e histórias.

O Centro da minha cidade - da maioria das cidades, eu imagino - é tão interessante: gente vendendo raízes milagrosas, pregadores, famílias com suas melhores roupas, crianças e velhos, estudantes realizando uma pesquisa qualquer, cegos vendendo bilhete, pobres pedindo, moradores de rua... e a lista pode seguir ao infinito. Ao infinito, porque a diversidade humana é ilimitada.

Gosto de andar olhando essas diversidades e imaginando minha vida daquele jeito: vivendo na rua, sendo homem, evangélico, policial, o louco da esquina... Em mim vivem todas essas possibilidades. Eu fiz algumas escolhas, que permitiram essa versão da minha história. Muitas outras não foram vividas.

Costumo pensar em outras profissões: se eu trabalhasse na saúde, por exemplo, preferiria ser enfermeira à médica. Arquiteta, em lugar de engenheira. E não tenho por certa minha sanidade ou o respeito à lei. Não estou segura se, com o estímulo certo, não seria capaz de matar, morrer ou enlouquecer.

Como se eu fosse um caleidoscópio: um giro e sou essa. Outro giro e mudei. Mas, sempre eu, assente sobre os mesmos pés.

terça-feira, 31 de março de 2009

Feira

Toda terça eu chego um pouco mais tarde no escritório: no caminho acontece uma feira de cerca de 05 quarteirões e eu ADORO feira.

Adoro ver todas aquelas pessoas - a maioria com mais de 60 anos - puxando seus carrinhos coloridos, conversando, barganhando.

A cor e o cheiro das coisas, aquelas barracas de miudezas - botões, torneiras, reduções, tampas, desentupidor pra fogão a gás. As barracas de roupas - calcinhas e cuecas cuidadosamente empilhados. Qual o critério para organização, além do óbvio: homens e mulheres , adultos e crianças?

A barraca de salgados, concorrida às 07h, sempre me espanta um tanto. Como é que alguém consegue comer fritura a essa hora, Jesus?

Aaaaaahhhhhh, e eu adoro os cantores de feira, às vezes cegos, às vezes não. Nessa minha feira da terça tem um que mede cerca de 1,80m, negro, usa um chapéu e canta enquanto caminha, tocando seu violão. É uma visão e tanto.

Toda semana passo por lá. Umas coisas mudam, outras não. Mas eu continuo achando tudo maravilhosamente interessante.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um clássico

A aguardente Corote é um clássico entre os moradores de rua aqui em Ribeirão.

Preço médio de R$ 2,00 (isso mesmo DOIS reais), 500 ml, fabricada pela Missiato, de Santa Rita do Passa Quatro. Encara?

Mas, macho mesmo é o nosso louco de vizinhança: o cara mistura a Corote com pimenta - pi-men-ta - e BEBE!

No momento estamos negociando sua contratação para nosso circo, no papel de equilibrista. Novas notícias em breve.

quinta-feira, 26 de março de 2009


Sentada no escritório, tenho essa vista.

Na maior parte dos dias o céu está assim, azul deslumbrante. Eu olho e penso que tenho que enfrentar o calor medonho do meio-dia pra ir almoçar. Como hoje, sem nenhuma vontade de comer.
Mas tem dias em que está cinzento, nublado ou chuvoso. Posso ver as nuvens baixas e escuras. Então fico sombriamente feliz, faço um café, olho pela janela e me dou conta - mais uma vez - de que gosto muito mais desses dias. Muito mais.