quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eita!

Olha isso: participei de um concurso em julho. Não tinha grandes esperanças porque não tinha estudado muito. Depois de fazer a prova, saí pensando que não tinha sido tão difícil e que seria legal alcançar pontuação suficiente pra ter a redação corrigida. Quando conferi o gabarito, vi que minha redação seria corrigida e pensei que seria legal ser “aprovada”. Pois hoje saiu o resultado e fui aprovada, mas fiquei em 482º lugar.

Percebeu o mas? Eu achava que seria reprovada de primeira, sou aprovada e coloco um MAS...

Aff, atingir meu nível de exigência é impossível.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ufa!

É que ando preparando coisas para um trabalho novo, estudando para o trabalho que quero e planejando umas férias - que ninguém é de aço!!!!

Pois é, estou querendo ir pra Pernambuco em novembro. Recife, Olinda e uma passadinha em Caruaru, a princípio. Tenho vontades de Recife há anos: lugares, coisas e o bolo de rolo!!!!

Acho que isso, por enquanto.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Na Folha de hoje...

O matemático Alan Turing, morto em 1954 aos 41 anos, é considerado por muitos o pai da ciência da computação e da inteligência artificial. Ainda nos anos 1930, provou que não há instrumento capaz de fazer qualquer tipo de cálculo e lançou o conceito de uma máquina que conseguisse fazer todos aqueles que fossem possíveis, seguindo instruções humanas.

Em 1938, Turing foi recrutado pelo departamento de análise criptográfica do governo. No ano seguinte, quando estourou a Segunda Guerra Mundial, ele passou a dedicar-se integralmente ao projeto, conduzido secretamente na mansão de Bletchley Park, em Buckinghamshire, perto de Londres.

Foi Turing que conseguiu decifrar o código da máquina de criptografia Enigma, que a Alemanha de Hitler usava para mandar mensagens militares cifradas durante a guerra. Graças ao sistema de decodificação que ele criou, o Reino Unido passou a interceptar as mensagens e localizar os submarinos alemães, atacando-os e revertendo o avançar da guerra. Mas seu trabalho era secreto, e os feitos de Turing passaram sem aclamação na época.

"Alan Turing foi o maior cientista da computação já nascido no Reino Unido. Ele era também gay", diz o texto da petição enviada ao premiê Gordon Brown que exige que o governo britânico reabilite a memória de Turing e se desculpe por tê-lo submetido a um tratamento hormonal que acabou por levá-lo ao suicídio. A petição já computa quase 4.000 assinaturas em duas semanas, ficará aberta para assinaturas no site do governo até janeiro de 2010, porém, apenas cidadãos britânicos podem assinar.

Em 1952, quando o matemático foi preso, ser homossexual era crime. A alternativa à prisão era a castração química -e Turing aceitou receber injeções de estrógeno para neutralizar sua libido. Mas as aplicações do hormônio sexual feminino deformaram-lhe o corpo e desequilibraram seu organismo.

Publicamente humilhado, o matemático perdeu o acesso de segurança aos laboratórios onde trabalhava porque, sob a mentalidade da Guerra Fria corrente, homossexuais eram alvo fácil de chantagem - logo, uma brecha na segurança. Dois anos depois, Turing morreria ao comer uma maçã envenenada, no que foi declarado suicídio.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Antes de morrer eu quero...


Essa é a ideia desse site: http://beforeidieiwantto.org/

Gosto muito de passar por lá de vez em quando e ver o que as pessoas andam dizendo. Não fiz um levantamento estatístico, mas, me parece que a maioria quer viajar, ter uma família e/ou um amor, realizar seus projetos pessoais - excursionar com sua banda, publicar um livro, estar entre os melhores no seu esporte favorito... Pouca gente diz que quer ganhar dinheiro ou ser rico.
Como a mulher aí do lado, também quero ver as cerejeiras em flor, mas, não precisa ser no Japão. Quero ver um campo de trigo e sentir o perfume de um pomar de macieiras. Mas, se eu fosse fotografada nesse projeto, essa seria minha resposta:
"Antes de morrer eu quero ver um campo de lavandas florescendo." Só isso. Ou, tudo isso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A um jovem terapeuta

"Em suma, muito mais do que a vontade de ensinar os outros e mexer com suas vidas, é importante como já lhe disse, a aceitação carinhosa da variedade das vidas com todas as suas diferenças.


Sei como esse carinho se manifestava em mim, quando era ainda criança. Sobretudo aos sábados, eu voltava para casa, do cineclube de meu colégio, no fim da tarde. Em Milão, já era noite. Caminhava devagar, olhando para cima; gostava de ver as janelas iluminadas, a cor das cortinas, o brilho dos lustres, a luz trêmula dos primeiros televisores branco e preto. No verão, chegavam aos meus ouvidos o tilintar das mesas que estavam sendo postas e das cozinhas, alguns gritos, chamados e mesmo pequenas brigas, música e vozes do rádio. Eu ficava nostálgico daquelas existências, que imaginava, ao mesmo tempo, parecidas com a minha e diferentes. Sentia pena por todas as vidas que eu não viveria e uma certa alegria, porque pensava que, de todas, no fundo, eu podia reconhecer ao menos o barulho e o cheiro que me eram estranhamente familiares.


Mais comum do que o gosto pelas janelas iluminadas, a paixão pela literatura é, geralmente, sinal do mesmo carinho e da mesma aceitação diante da variedade das vidas. Detalhe: o amor pela literatura pode ser, indiferentemente, amor pelos autores de cordel ou pelos clássicos, mas é sempre amor por muitos livros."


Contardo Calligaris, "Cartas a um jovem terapeuta"

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Na cidade


Essa era a nossa estação de metrô, West Brompton. Aqui tem uma foto bem parecida, junto com um mapa.

O hotel ficava a meio caminho de duas estações, mas, essa era a mais usada e mais charmosa. Quatro quarteirões "paulistas" de caminhada, passando por uma escolinha infantil, pontos de ônibus, prédios de apartamentos, a barbearia do Louis, um açougue, vários pubs e lojinhas, um café que nunca tinha cheese cake, apesar de anunciar.

Eu gostava muito disso: de subir e descer a Lilly Road, vendo as pessoas, a mão inglesa, os carros. De ouvir música clássica na estação. Dos dias de sair antes das 09h e das noites de chegar depois das 23h.

Como responsável pelas rotas, descobri feliz que todas as informações que vi na net estavam corretas. Mais: que o London Tube aceitava o Visa Travel Money para comprar o Oyster, o bilhete mágico do metrô londrino. Melhor: que eles guardaram o guia que minha amiga esqueceu no balcão.

Mais do que os lugares pra turistas, é isso que me atrai nas viagens: ver como a vida cotidiana pode ser variada. E como, apesar disso, somos tão iguais.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Londres

Quase um ano que essa foto foi feita e vai dando saudades do lugar e faniquitos de viajar, viajar, viajar.

Olho o blog de Mr. G e ele fala de um texto seu que está disponível na BBC, a partir de um poema de William Blake.

O nome soa familiar, leio o poema, leio outro, mas, não consigo lembrar de onde vem a familiaridade. Até ver as imagens que o Google listou. Lá está o "Red Dragon", que aparece no filme (óbvio) "Dragão Vermelho". E está a imagem de Newton que inspirou essa estátua.

Feito! Lembrei de onde "conheço" Blake: pinturas, não textos.

E a foto é de um dos meus lugares mais felizes em Londres: a Biblioteca Britânica.

London
William Blake

I wander through each chartered street,
Near where the chartered Thames does flow,
And mark in every face I meet,
Marks of weakness, marks of woe.

In every cry of every man,
In every infant's cry of fear,
In every voice, in every ban,
The mind-forged manacles I hear:

How the chimney-sweeper's cry
Every blackening church appalls,
And the hapless soldier's sigh
Runs in blood down palace-walls.

But most, through midnight streets I hear
How the youthful harlot's curse
Blasts the new-born infant's tear,
And blights with plagues the marriage-hearse.